O fenômeno da precessão dos equinócios

Estamos ingressando na Era de Aquário.  Cada grande era astrológica dura aproximadamente 2.160 anos. O início da Era de Peixes tem como marco histórico  o nascimento de Jesus Cristo (apenas como referência, não com exatidão) e está totalmente associado ao cristianismo, cujo símbolo do peixe inclusive é associado ao movimento. Marca, em termos de significado, a credulidade e o desenvolvimento de compaixão como ideais que nortearam a Humanidade com esse movimento. Já a Era de Aquário, na qual estamos entrando de forma gradual, é marcada pelo intenso uso da tecnologia e do saber científico para ideais humanitários visando o bem coletivo (fique claro que a Humanidade não adentrou plenamente nessa Era ainda), bem como o desenvolvimento dos poderes da mente (incluindo aí a capacidade de captar por telepatia a quem estamos ligados e a sintonia com os acontecimentos coletivos). O signo de Aquário é regido por Urano, descoberto por telescópio em 1781. Pode-se dizer que desde então a Humanidade caminha para a entrada de Aquário, e que decorre desse tempo o intenso dinamismo que a vida passou a ter na face da Terra, com modificações profundas e um ritmo de mudanças cada vez mais aceleradas no modo de vida, o que é uma característica aquariana. As invenções, as instituições democráticas e a forma de governo são alguns dos pontos embrionários que passaram ter outra ênfase na vida da Terra a partir de então. Essa é uma das formas que a astrologia tem como contribuição em relação a como ver os tempos e seus significados.

De onde vem essa história de Era de Peixes, Era de aquário, etc.? De um fundamento astronômico: os planetas, ou astros errantes, vagam pelo zodíaco, que tem como referência as constelações como pano de fundo. As constelações são formadas por estrelas fixas, que servem de referência ao céu zodiacal. Mas, na verdade, as constelações não são um pano de fundo tão fixo assim. Astronomicamente, há um fenômeno chamado precessão dos equinócios, que baseia-se no seguinte: o início do zodíaco tem como ponto de referência o equinócio de primavera (do Hemisfério Norte), cujo fundamento é aquela altura do ano em que a duração do dia é exatamente igual à da noite. O ponto de referência no espaço a essa data é o final do signo de Peixes, cuja constelação estaria atrás do Sol, olhando-se da Terra. (Temos quatro estações marcando o ano, iniciadas nos solstícios e nos equinócios.) A esse ponto virtual no céu temos um movimento de "atraso" com o passar dos séculos, na translação da Terra em torno do Sol,  que vai fazendo com que a constelação que se encontra atrás do Sol mude gradualmente através dos milênios. Assim, em 25.868 anos essa "redoma de estrelas" faz um giro completo em relação ao ponto em que ocorrem os solstícios e equinócios. Em suma, as constelações formadas por estrelas fixas "se movem" no decorrer dos milênios, olhando-se da Terra. Isso é o fenômeno de precessão dos equinócios que dá origem a esses grandes ciclos astronômicos, que por sua vez, dá fundamento às Eras astrológicas (12 signos em aproximadamente 2.156 anos para cada era astrológica).

 

 
 Conheça também o blog:  http://nisovianna.blog.uol.com.br
  Site Map